segunda-feira, fevereiro 8

E porque hoje é segunda-feira


Ótima segunda-feira à todos!!!

Eu...


Achei um texto.. que diria com toda propriedade, que é o texto ideal pra me definir, some times...
Mas também.. vindo de quem veio, só havia de ser assim.. tão certo, tão Eu...


Sou o que se chama de pessoa impulsiva.
Como descrever? Acho que assim: vem-me uma ideia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente.
O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se trata de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como.
Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: Nem sempre os meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são: cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime, às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna.
Que farei então?
Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente?
Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta?
E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura.
Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso.
Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.
(Clarice Lispector)

terça-feira, fevereiro 2

guardei


Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

sexta-feira, janeiro 29

missing


to me, fair friend, you never can be old
for as you were when first your eye I eyed,
such seems your beauty still.
- william shakespeare

segunda-feira, novembro 16

Retrato falado do final de semana II


Do outro lado da Casa China, ela me olhou e sorriu!!!
Felicidade extrema!!!
Uma pessoa tão especial na minha vida, que depois de 8 anos sem me ver... e depois de tantas mudanças, me cumprimentou!!! (até minha mãe se assustava com a "nova pessoa" ao lado dela... e eu tenho essa coisa de achar que as pessoas não me reconhecerão depois de um tempo!!)
Prof Kátia Fujii..... A D O R O!!!
Saudade imensa..
Obrigada por tudo, pelas aulas maravilhosas (hoje, depois de um periodo nos EUA, minha lingua destravou)...

quarta-feira, novembro 4

Retrato falado do final de semana I


Na cozinha, ela se surpreendeu quando minha resposta à sua pergunta foi:
- Estou solteira!

E completou:
- É, está mesmo complicado arrumar alguém hoje em dia. Esses homens não têm pegada!!! São todos muleques... .... ... e blá blá blá...

Nessa hora minha mente já não ouvia mais suas palavras e me perguntava: -E amor, sentimento, afeto, carinho, companheirismo, amizade??? Essas coisas não contam nada??? Só precisa mesmo de uma boa pegada???

Sorri e voltei à mesa com as perguntas latentes na mente!!!

terça-feira, outubro 27

Love is the scars on your knees, the leftover food in the refrigerator, the song the birds sing, the pain you inflict, the sweet nothingness which flutters from your lover’s mouth, a half-complete cigarette, diet coke which fizzles on your tongue, the rainbow sprinkles on your cupcake, the battered package you received in the mail the other day, the sound of wind escarping through a small gap in your window, the dampness in your hair, the chipped red varnish on your finger-nails, your grandmother’s musical box, the ballet shoes you’ve had since you were five, the music playing on your car stereo, the flaky paint on your walls, the bubblegum suck under desks, the tooth-fairy, your hands and the things you can make with them, the kisses you blow, the clothes you wear, 5am morning breath, your sensitive teeth, the tingly feeling you get when you get touched at certain parts of your body, the tangles in your lover’s hair, sleepless nights, overdosing on painkillers, undeserved success and recognition, telling lies and not getting caught, blacking out from consuming too much alcohol, being desired by multiple parties, solving a mathematical problem, watching the people around you, watching the people fucking up around you, screaming out of your window in the middle of the night, flaming your lover’sex, make-up sex, smudged mascara, disheveled hair and smeared lipstick, the coffee and bagel you digest on a daily basis, little children, silence, recyclable materials, trees, photosynthesis, growth, development… No, love is, you, I, and a careless mixture of everything else we worry about.